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SESSÃO MEMÓRIA: INTER DE LIMEIRA CAMPEÃ PAULISTA DE 86

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Há vinte e cinco anos, um modesto clube do interior de São Paulo quebraria a sequência dos gigantes do estado e levaria pela primeira e única vez o Campeonato Paulista. A Inter de Limeira desde o ano anterior viva uma boa fase no futebol paulista. O prefeito da cidade de Limeira passou a investir forte no futebol da cidade e com a ajuda de produtores de laranja, a força motriz do município, resolveu montar um time para disputar o título paulista, coisa impossível até então.




Por quê impossível? Pois o Campeonato Paulista de 1986 tinha como grande favorito o São Paulo, dos "Menudos", que havia conquistado o título estadual no ano anterior. Além do tricolor paulista, o Palmeiras já vivia uma seca de dez anos sem título e tinha um bom time e era apontado como um dos favoritos.




A disputa do campeonato se iniciou em fevereiro e na estreia, a Inter perdeu para o Palmeiras pelo placar de 3X1. Na rodada seguinte, conseguiu um empate de um gol com a Ponte Preta. A primeira vitória só aconteceria na terceira partida contra a Ferroviária por 2X1. O campeonato foi passando e a evolução da Inter era evidente. Acabou terminando a primeira fase em sexto lugar. Na fase seguinte, o time terminou com a primeira colocação, classificando-se para as semi finais e com apenas duas derrotas.




Nas semis a Inter era o único clube fora do grupo dos grandes classificado, além dela passaram o Palmeiras, o Santos e o Corinthians. O adversário da Inter de Limeira nesta fase foi o Santos. O primeiro jogo, jogado na Vila Belmiro foi vencido pela Inter pelo placar de 2X0, deixando a torcida santista calada. Na volta, em Limeira, mais uma vitória do time da casa. Placar de 2X1 e passaporte carimbado para a grande decisão.




O adversário da final era o Palmeiras, que não ganhava um título há dez anos, era a oportunidade de ouro para os palmeirenses quebrarem o jejum. O jogo de ida, em Limeira terminou em um empate sem gols, dando esperanças para a torcida alviverde, que decidiria no Morumbi, na capital paulista. Dia 3 de setembro de 1986, estádio do Morumbi, São Paulo. Uma grande festa da torcida do Palmeiras foi feita para receber o time, como se já tivesse conquistado o título antes de começar o jogo. Mas durante o primeiro tempo, o time comandado por Pepe, segurou um empate sem gols, jogando duro com os palmeirenses.




No segundo tempo, a Inter abriu o placar com um gol de Kita aos cinco minutos. Quatro minutos depois, foi a vez de Tato, ex-jogador do Fluminense em 1984, se aproveitar da bobagem do zagueiro do Palmeiras e ampliar a vantagem. Amarildo descontou para os alviverdes, mas já não havia muito o que fazer. Kita ainda perdeu a chance de marcar o terceiro gol no fim da partida. Após o apito final, a cidade de Limeira fez uma grande festa, na volta para casa, os jogadores foram recebidos como heróis.




De fato, eles foram heróis. A Inter de Limeira foi o primeiro clube do interior paulista a conquistar um Campeonato Paulista. Quatro anos depois foi a vez do Bragantino repetir o feito conquistando o Paulistão numa "final caipira" contra o Novorizontino. Em 2002, no ano do centenário do estadual, o Ituano levou o troféu. Dois anos mais tarde o São Caetano, então treinado por Muricy Ramalho conquistou o Paulista numa final contra o Paulista de Jundiaí, chegando até a disputar pênaltis.




Durante a segunda metade dos anos oitenta, a Inter viveu uma excelente fase: além do Campeonato Paulista de 1986, ela foi campeã brasileira da Série B por duas vezes (em 1986 e 1988). Só que depois que a década de 80 acabou, a cidade acabou mudando de prefeito, que não investiu mais na equipe. Desde então, o clube passa por momentos difíceis. Hoje, ela disputa o Campeonato Paulista Série A-3, a terceira divisão do Paulistão.









Inter de Limeira Campeã Paulista de 1986





Em pé: Juarez, Bolívar, Pecos, Silas, Manguinha e João Luis




Agachados: Gilberto Costa, Tato, Kita, João Batista e Lê





Técnico: Pepe

SESSÃO MEMÓRIA: GUARANI CEM ANOS DE HISTÓRIA

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Com um dia de atraso, escrevo este post para homenagear o centenário do único campeão brasileiro do interior. Peço desculpas à torcida bugrina pelo atraso. O Guarani Futebol Clube foi fundado na verdade no dia 1º de abril de 1911 por 12 jovens moradores de Campinas, cidade do interior paulista. Como o dia primeiro de abril é o "Dia da Mentira", os fundadores decidiram oficializar a data de criação do novo clube para 2 de abril.

O nome "Guarani" foi uma homenagem a Carlos Gomes, maestro nascido em Campinas em 1811, cuja maior obra foi a ópera "O Guarani",que conta a história de um índio chamado Peri que se apaixona por Cecy, filha do colonizador espanhol.

O Bugre rapidamente foi conquistando os moradores da cidade interiorana e passou a rivalizar com a Ponte Preta, o outro clube de Campinas, onze anos mais velho que o Guarani. Em 1949, o Guarani conquistou a segunda divisão do Campeonato Paulista, se tornando o primeiro clube do interior do estado a conquistar a divisão de acesso paulista.

Em 1953 foi inaugurado o estádio atual do clube. Ao ver a maquete do projeto do estádio, um jornalista de Campinas colocou no jornal a manchete:"Campinas terá o seu brinco de ouro". O nome acabou sendo adotado como "Brinco de Ouro da Princesa", pela forma do estádio visto do alto, que parecia um brinco e também em referência ao apelido da cidade campineira, que é conhecida como a "princesa do Oeste".

A grande fase do Bugre se deu na segunda metade dos anos 70, quando em 1976 conquistou o primeiro turno do Campeonato Paulista. Dois anos depois, o time alviverde surpreendeu o país inteiro, ao sagrar-se campeão brasileiro de 1978 em cima do Palmeiras em Campinas com um gol de Careca (foto), que aos 18 anos de idade já era o capitão do time. No jogo de ida, no Pacaembu, o time Guarani venceu por 1X0, gol de Zenon.

Em sua estreia na Taça Libertadores da América, o Guarani conseguiu fazer a sua melhor campanha no torneio continental, terminando em terceiro lugar. Em 1980, não foi bem no Campeonato Paulista. Como na época os estaduais eram qualificatórios para as divisões do Campeonato Brasileiro, o Bugre teve que jogar a Série B em 1981. Em 1981, o Guarani conquistou o Campeonato Brasileiro da Série B e voltou à elite do Brasileiro. Em 1982 foi semifinalista do Campeonato Brasileiro, perdendo a vaga na final para o Flamengo, que seria bi-campeão Brasileiro. Em 1984 surgiu no clube um garoto exímio batedor de faltas e polêmico: o atacante Neto (foto).

No ano de 1986, o Guarani chegou a mais uma final de Campeonato Brasileiro. A equipe de Campinas foi enfrentar o São Paulo, do ex-ídolo Careca, que estava vestindo a camisa do tricolor paulista. A final foi jogada no estádio do Brinco de Ouro. O jogo de ida no Morumbi foi disputado no dia 22 de fevereiro de 1987 e terminou empatado em 1X1. Três dias depois, dia 25, o jogo decisivo seria disputado em Campinas. No tempo normal, o placar ficou em 1X1. A decisão acabou indo para os pênaltis, vencida pelo São Paulo por 4X3.

Ainda em 87, houve a confusão da Copa União. O Guarani ficou de fora da Copa União e teve que disputar o Módulo Amarelo, com equipes de menor expressão. O time de Campinas chegou a mais uma decisão, mas perdeu novamente nos pênaltis para o Sport Recife e tiveram que se contentar mais um vice-campeonato brasileiro. Em 1988 o Bugre foi finalista do Campeonato Paulista, mas perdeu o título para o Corinthians com um gol de Viola.

Chegou a década de 90 e parece que a grande geração de craques dos anos 70 e 80 era passado. O Guarani já não tinha mais aquela força de antes. No ano de 1994, conseguiu o seu último grande feito no Campeonato Brasileiro: chegou em quarto lugar e teve o atacante Amoroso (foto), de apenas 20 anos como artilheiro da competição, que teve o Palmeiras como campeão.

Após essa boa campanha, o alviverde passou mais tempo lutando contra o rebaixamento no Brasileiro e tendo más colocações no Campeonato Paulista. O clube já não tinha mais dinheiro, e não revelava tantos craques como antes. Em 2001 aconteceu o primeiro grande golpe: O Guarani após 51 anos jogando a primeira divisão paulista, acabou sendo rebaixado para a Série A-2. Três anos depois o clube seria rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Em 2006, o Bugre chegou ao fundo do poço: caiu para a Série C do Brasileiro. Em 2008 foi vice-campeão da Série C, perdendo o título para o Atlético Goianiense. Em 2009 chegou ao quarto lugar da Série B subindo junto com Vasco, Atlético Goianiense e Ceará. Em 2010, terminou a Série A em 18º lugar e acabou sendo rebaixado de volta para a segunda divisão do Brasileirão.

Mesmo com todos os problermas, o Guarani possui uma torcida extremamente fiel, sempre disposta a apoiar o clube nos bons e maus momentos. Parabéns à nação bugrina pelos 100 anos de histórias e conquistas.

DADOS DO CLUBE
Nome Completo: Guarani Futebol Clube
Data de Fundação: 2 de abril de 1911
Mascote: Um índio
Endereço: Av. Imperatriz Tereza Cristina, 11, Campinas-SP
Presidente: Leonel Almeida Martins de Oliveira

PRINCIPAIS TÍTULOS
Campeonato Brasileiro
1978

Campeonato Brasileiro Série B
1981

Campeonato Paulista Série A-2
1949

HINO DO GUARANI
Eu levo sempre comigo
Em todo campo que eu for
A bandeira do verde e branco
Símbolo do torcedor

Brinco de Ouro, a nossa taba
Construída com devoção
Nossa família bugrina
Tem raça e tradição

Avante, avante meu Bugre
Com fibra e destemor
A cada nova jornada
Guarani é mais amor

Avante, avante meu Bugre
Que nós vibramos por ti
Na vitória ou na derrota,
Hoje e sempre Guarani
Guarani Campeão Brasileiro de 1978
Em pé: Neneca, Edson, Mauro, Gomes, Miranda e Zé Carlos
Agachados: Capitão, Renato, Careca, Manguinha e Bozó
Técnico: Carlos Alberto Silva


SESSÃO MEMÓRIA: OS 40 ANOS DA TAÇA DE PRATA TRICOLOR

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No ano em que o torcedor do Fluminense celebra o seu segundo (ou terceiro) título brasileiro, também se comemora o quadragésimo aniversário da conquista do torneio Roberto Gomes Pedrosa, mais conhecido como Taça de Prata, considerado o primeiro título brasileiro do Tricolor das Laranjeiras.

A Taça de Prata foi um torneio nacional disputado entre 1967 e 1970. Em 1967 e 1968 foi disputada paralelamente com a Taça Brasil. O torneio era nada mais nada menos que um Rio-São Paulo ampliado, incluindo agora clubes de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.

Na edição de 1970, o Fluminense sequer era cotado como favorito ao título. Os favoritos eram Palmeiras, que já contava com Ademir da Guia e ainda tinha o embrião da chamada "Academia", que seria bi-campeã brasileira em 1972 e 73. O Cruzeiro dos tri-campeões Tostão, Fontana e Piazza. O Santos de Pelé e o forte time do Grêmio, campeão gaúcho de 70.

O Fluminense ficou no Grupo B ao lado de Cruzeiro, Internacional, Flamengo, Corinthians, Santa Cruz, Atlético Paranaense, Ponte Preta e Vasco. O tricolor terminou a primeira fase em segundo lugar em sua chave com 16 jogos disputados. Oito vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Em segundo lugar, o Flu conseguiu se classificar para o quadrangular final que tinha Atlético Mineiro, Cruzeiro e Palmeiras.

Foi no quadrangular final que brilhou a estrela de Mickey, jogador do Fluminense que comemorava os gols fazendo o gesto de paz e amor. Ele marcou o gol da vitória tricolor sobre o Palmeiras por 1X0 na estreia do quadrangular. No jogo contra o Cruzeiro, Mickey marcou mais um gol que deu a vitória para o Fluminense.

Dia 20 de dezembro de 1970, Maracanã. O Fluminense enfrentaria o Atlético Mineiro e precisava de apenas um empate para conquistar a Taça de Prata. Mickey abriu o placar para o Flu após receber cruzamento na área do Atlético e arrematar de cabeça. O Galo empatou dos dois do segundo tempo com Vaguinho. Mas o placar não era o suficiente e o Fluminense pôde pela primeira vez festejar o título de Campeão do Brasil, como dizia a mídia na época.

HINO DO FLUMINENSE

Sou tricolor de coração.
Sou do clube tantas vezes campeão.
Fascina pela sua disciplina,
O fluminense me domina.
Eu tenho amor ao tricolor!

Salve o querido pavilhão,
Das três cores que traduzem tradição:
A paz, a esperança e o vigor.
Unido e forte pelo esporte,
Eu sou é tricolor!

Vence o fluminense
Com o verde da esperança,
Pois quem espera sempre alcança.
Clube que orgulha o brasil,
Retumbante de glórias e vitórias mil!

Sou tricolor de coração.
Sou do clube tantas vezes campeão.
Fascina pela sua disciplina,
O fluminense me domina.
Eu tenho amor ao tricolor!

Salve o querido pavilhão,
Das três cores que traduzem tradição:
A paz, a esperança e o vigor.
Unido e forte pelo esporte,
Eu sou é tricolor!

Vence o fluminense
Com sangue do encarnado,
Com amor e com vigor.
Faz a torcida querida
Vibrar com a emoção do tricampeão!

Vence o fluminense,
Usando a fidalguia.

Branco
é paz e harmonia.
Brilha com o sol da manhã,
Qual luz de um refletor.

Salve o tr
icolor!!!
Fluminense campeão da Taça de Prata de 1970
Em pé: Oliveira, Félix, Denílson, Galhardo, Assis e Marco Antônio
Agachados: Cafuringa, Didi, Mickey, Samarone e Lula
Técnico: Paulo Amaral



SESSÃO MEMÓRIA: 10 ANOS DA VIRADA DO SÉCULO

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O tempo passa rápido demais. Já são dez anos que o mundo testemunhou uma das maiores viradas da história do futebol. Uma partida que terminou o primeiro tempo em 3X0, teve o seu placar final em 4X3. Dia 20 de dezembro de 2000, Vasco X Palmeiras, final da Copa Mercosul, estádio Palestra Itália.

A Copa Mercosul foi criada em 1998 para reunir os melhores clubes dos países do bloco econômico Mercosul: Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Esse campeonato foi o substituto da Copa Conmebol, que já estava ficando meio decadente. Até o ano de 2000, a Mercosul só foi conquistada por brasileiros: Palmeiras em 1998, Flamengo em 1999 e Vasco em 2000.

A Copa Mercosul de 2000 foi disputada por vinte clubes, divididos em cinco grupos de quatro cada um. O Vasco ficou no Grupo E ao lado de Atlético Mineiro, Peñarol do Uruguai e San Lorenzo da Argentina. A campanha vascaína na primeira fase da competição não foi das melhores. O clube de São Januário terminou a fase de grupos entre os melhores segundos colocados, com 10 pontos conquistados. Seis partidas disputadas, três vitórias, um empate e duas derrotas.

Nas quartas de final, os vascaínos enfrentaram o Rosário Central da Argentina. O primeiro jogo em São Januário, o Vasco venceu por 1X0. No segundo jogo, em Rosário, na Argentina, os "canários" venceram por 1X0, forçando uma terceira partida, que seria realizada na Argentina. O terceiro jogo, no estádio do Rosário Central terminou em 1X1. A vaga teve que ser decidida nos pênaltis. E deu Vasco por 5X4.

Nas semis o Vasco enfrentou o River Plate, que contava com o chamado "Quarteto Fantástico", liderado por Ariel Ortega. A primeira partida foi disputada no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. O time da cruz de malta não tomou conhecimento do tiem argentino e lhes aplicou uma goleada por 4X1. O verdadeiro "Quarteto Fantástico" era o do Vasco formado por Juninhos, Euller e Romário. No jogo de volta, em São Januário, debaixo de uma forte chuve a à noite, o Vasco venceu por 1X0 e garantiu a passagem para a finalíssima.

Na grande final o Vasco enfrentaria o Palmeiras, campeão da primeira edição em 98 e vice-campeão em 1999. A primeira partida, jogada no Maracanã foi vencida pelos vascaínos por 2X0 com gols de Juninho Pernambucano e Romário. A segunda partida da final foi vencida pelos palmeirenses por 1X0, com gol de Neném.

Mas o título seria decidido na terceira partida, em São Paulo. Às vésperas do jogo decisivo, o treinador vascaíno Oswaldo de Oliveira foi demitido e em seu lugar foi contratado Joel Santana. Chegou o dia 20 de dezembro, dia da decisão da Mercosul. O primeiro tempo foi de absoluto domínio palmeirense. A primeira etapa terminou em 3X0 para o time paulista com gols marcados por Arce, Magrão e Tuta. Parecia que seria uma vitória fácil para o Palmeiras.

Na volta do intervalo, os vascaínos reagiram com força. Romário marcou dois gols de pênalti um espaço de dez minutos. Aos 41 do segundo tempo, Juninho chegou ao gol de empate vascaíno, praticamente sacramentando o título para o time do Rio de Janeiro. Aos 48 do segundo tempo, após linda jogada iniciada por Viola, Romário deu a alegria à torcida vascaína em pleno Palestra Itália. Enquanto a torcida do Vasco festejava uma conquista inédita, a torcida palmeirense ficava perplexa tentando acreditar no que havia acontecido.

Foi uma virada que não tem explicações, quem viu, viu, quem não viu, nunca mais em sua vida verá algo parecido. Foi a vitória da raça, da superação, da luta e do desejo de vitória, que move cada coração vascaíno.

HINO DO VASCO

Vamos todos cantar de coração
A cruz de malta é o meu pendão
Tu tens o nome do heroico português
Vasco da Gama, tua fama assim se fez

Tua imensa torcida bem feliz
Norte-Sul, Norte-Sul deste país
Tua estrela na terra a brilhar
Ilumina o mar

No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és um traço
De união Brasil-Portugal

Vasco campeão da Copa Mercosul 2000
Em pé: Júnior Baiano, Henrique, Mauro Galvão, Hélton, Márcio, Jorginho, Odvan e Nasa
Agachados: Pedrinho, Alex Oliveira, Paulo Miranda, Jorginho Paulista, Romário, Euller, Juninho Paulista e Juninho Pernambucano
Técnicos: Oswaldo de Oliveira/Joel Santana


SESSÃO MEMÓRIA: HÁ 15 ANOS O BOTAFOGO ERA CAMPEÃO BRASILEIRO

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Ser botafoguense é ser supersticioso, é sofrer até o último minuto com uma vitória que poderia estar garantida ainda no primeiro tempo. É sempre acreditar e cultuar seus eternos ídolos como deuses. Foi assim que a torcida festejou o título brasileiro de 1995, com sofrimento e muita luta, principalmente muita alegria.

O time botafoguense era uma parte da base mantida após o título da Copa Conmebol, que terminou o Brasileiro daquele ano em 31º lugar, em penúltimo. Em 1994 foram contratados mais alguns reforços, inclusive Túlio, o grande nome da conquista de 95, que foi o artilheiro do Brasileirão de 1994.

O campeonato Brasileiro de 1995 contava com 24 clubes, sendo 12 times divididos em duas chaves. O Cruzeiro terminou a primeira fase em primeiro lugar do grupo e se garantiu nas semifinais enquanto o Botafogo ficou em quinto lugar com onze jogos disputados, cinco vitórias, três empates e três derrotas. Na segunda fase, onde os clubes de um grupo enfrentavam de outro, o Fogão ficou em primeiro lugar com onze jogos, oito vitórias, três empates e apenas uma derrota. Terminou em primeiro lugar do grupo A e se classificou para as semifinais junto com o Santos, primeiro colocado do Grupo B. Cruzeiro e Fluminense já haviam se classificado ao terminarem em primeiro de seus grupos na fase anterior.

Nas semifinais o Botafogo enfrentou o Cruzeiro. O primeiro jogo no Mineirão terminou em 0X0. O segundo jogo, no Maracanã terminou com mais um empate, desta vez em 1X1. O alvinegro se classificou para a final por critério de melhor campanha que o time mineiro. O Santos, por sua vez foi goleado por 4X1 pelo Fluminense no Maracanã. No jogo de volta, com show de Giovani, o Peixe venceu o tricolor por 5X2 e carimbou seu passaporte para a decisão.

Chegou o dia da final do Brasileirão. Dois times clássicos, que levantavam título entre os anos 50 e 60, tinham grandes craques em sua história, se enfrentariam em uma final de Brasileiro. O Maracanã ficou preto e branco, a torcida botafoguense viu o seu time vencer o Santos por 2X1com um dos gols marcados por Túlio, artilheiro do campeonato. O segundo jogo, no Pacaembu terminou com um empate em 1X1 entre santistas e botafoguenses. O gol do Botafogo foi marcado por Túlio, que após o apito final, ergueu a bola do jogo como se fosse seu troféu.

HINO DO BOTAFOGO

Botafogo, Botafogo,
campeão desde 1910
És herói em cada jogo,
Botafogo, por isso que tu és
e hás de ser nosso imenso prazer

Tradições aos milhões tens também
Tu és o glorioso,
não podes perder,
perder para ninguém!

Em outros esportes, tua fibra está presente,
honrando as cores do Brasil e da nossa gente

Na estrada dos louros, um facho de luz
Tua estrela solitária te conduz!

Botafogo Campeão Brasileiro de 1995
Em pé: André Silva, Wilson Goiano, Gonçalves, Beto, Gottardo e Wagner
Agachados: Túlio, Donizete, Jamir, Sérgio Manoel e Leandro Ávila
Técnico: Paulo Autuori


SESSÃO MEMÓRIA: VINTE ANOS DO PRIMEIRO BRASILEIRO DO TIMÃO

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Há duas décadas a torcida corintiana festejava o seu primeiro título brasileiro. Depois de ficar 23 anos sem conquistar um título, jejum quebrado em 1977 com o título paulista sobre a Ponte Preta, o Timão almejava mais do que nunca um título nacional. O mais próximo do título brasileiro que o Corianthians havia chegado até então foi um vice-campeonato em 1976, perdendo para o Internacional na final.

O Campeonato Brasileiro de 1990 contava com 20 clubes, que disputavam a primeira fase em dois grupos divididos em dez clubes cada um. O curioso desse campeonato foi a presença de Bragantino, campeão Paulista de 1990 e campeão da Série B de 1989; São José, vice-campeão da Série B de 89 e da Inter de Limeira.

O Corinthians ficou no Grupo A na primeira fase do Brasileirão. Nessa fase, os times do Grupo A enfrentavam os times do Grupo B. Na primeira fase o time do Parque São Jorge terminou em segundo lugar, atrás do Atlético Mineiro, se classificando para as quartas de final do torneio. Dez partidas disputadas, seis vitórias, dois empates e duas derrotas.

Na segunda fase os times se enfrentavam dentro do mesmo grupo. O grupo do Corinthians tinha Atlético Mineiro, Bragantino, Goiás, Bahia, Botafogo, Vasco, Santos, Internacional e Portuguesa. Nessa segunda fase, o Timão não fez uma boa campanha, terminou em penúltimo em sua chave com apenas duas vitórias em dez jogos, mas mesmo assim ele já estava classificado para a fase seguinte. No resultado final, o Cortinthians terminou em quarto lugar do Grupo A e se garantiu nas quartas.


Nas quartas de final o Corinthians enfrentou o Atlético Mineiro e derrotou o Galo por 2X1 no jogo no Pacaembu e empatou em 0X0 no Mineirão, se garantindo nas semifinais. Pelas semis o Timão enfrentou o Bahia, campeão brasileiro de 1988. Novamente uma vitória corintiana por 2X1 no Pacaembu e um outro empate sem gols em Salvador. O Coringão estava classificado para a decisão e ia enfrentar o São Paulo.

No primeiro jogo da final, disputado no Pacaembu, deu Corinthians 1X0 com gol de Wilson Mano. No jogo decisivo, no Morumbi, casa do São Paulo, o Timão após muita pressão são paulina só conseguiu marcar o gol do título aos nove do segundo tempo com Tupãzinho, que virou herói da Fiel. Pela primeira vez a torcida corintiana festejava um título brasileiro.

HINO DO CORINTHIANS

Salve o Corinthians,
o campeão dos campeões!
Eternamente, dentro dos nossos corações.
Salve o Corinthians,
de tradições e glórias mil.
Tu és o orgulho
dos desportistas do Brasil!

Teu passado é uma bandeira.
Teu presente é uma lição.
Figuras entre os primeiros
do nosso esporte bretão!

Corinthians grande, sempre altaneiro! És do Brasil, o clube mais brasileiro!

Corinthians Campeão Brasileiro de 1990
Em pé: Giba, Jacenir, Marcelo, Guinel, Márcio e Ronaldo
Agachados: Fabinho, Wilson Mano, Tupãzinho, Neto e Mauro
Técnico: Nelsinho Baptista




SESSÃO MEMÓRIA: CEM ANOS DO TÍTULO GLORIOSO

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O ano de 1910 foi marcado por fatos importantes que marcaram a história do Brasil e da Humanidade. O presidente do Brasil era o Marechal Hermes da Fonseca. No Rio de Janeiro eclodia a Revolta da Chibata, liderada pelo marinheiro João Cândido. Nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio o compositor Noel Rosa. E o cometa Halley passava perto do planeta Terra.

Nesse ano o Campeonato Carioca chegava à sua quinta edição. E o grupo dos clubes grandes era formado apenas por Fluminense, campeão entre 1906 e 1909; o Botafogo e o América. Flamengo e Vasco ainda não tinham departamentos de futebol naquela época. O futebol no Flamengo seria formado em 1912 após uma dissidência de atletas do Fluminense e o futebol do Vasco seria criado em 1915 após uma fusão com o Luisitânia. Os outros participantes do certame foram: Riachuelo, Haddock Lobo e Rio Cricket.

A campanha botafoguense foi praticamente perfeita, com excessão de uma derrota sofrida para o América por 4X1. O time alvinegro aplicou goleadas históricas como um 15X1 sobre o Riachuelo, um 11X0 sobre o Haddock Lobo e um outro 7X0 em cima do Haddock Lobo.

O jogo que deu o título ao Botafogo fora disputado no dia 25 de setembro de 1910, um clássico contra o Fluminense. Vitória alvinegra por incontestáveis 6X1 com direito a três gols de Mimi Sodré, o craque da equipe. Após essa partida, Haddock Lobo e Riachuelo abandonaram o campeonato, o que acabou dando a eles derrotas por W.O. e colocando a taça nas mãos do Botafogo, que sagrava-se campeão carioca por antecipação.

As manchetes dos jornais do dia 26 de setembro de 1910 estampavam a seguinte frase: "Glorioso campeão de 1910". A expressão "Glorioso" surgiu quando sócios e torcedores do Botafogo escreviam telegramas ou cartas para as redações dos jornais da cidade e o texto começava:"Ao glorioso".

Essa expressão foi imortalizada anos mais tarde por Lamartine Babo, autor do hino do Botafogo e de outros clubes cariocas e torcedor do América: "Tu é o Glorioso/Não podes perder, perder pra ninguém". A princípio o primeiro verso do hino seria:"Botafogo/Botafogo/Campeão de 1910". Após protestos dos torcedores botafoguenses, ele mudou a frase para "Campeão desde 1910". Nos anos 90 a Federação Carioca reconheceu o título carioca de 1907 dividido entre Botafogo e Fluminense. Houve uma tentativa de mudar a letra para "Campeão desde 1907", mas não foi bem sucedida.

HINO DO BOTAFOGO

Botafogo, Botafogo,
campeão desde 1910
És herói em cada jogo,
Botafogo, por isso que tu és
e hás de ser nosso imenso prazer
Tradições aos milhões tens também
Tu és o glorioso,
não podes perder,
perder para ninguém!

Em outros esportes, tua fibra está presente,
honrando as cores do Brasil e da nossa gente
Na estrada dos louros, um facho de luz
Tua estrela solitária te conduz!

SESSÃO MEMÓRIA: HÁ 40 ANOS, 90 MILHÕES EM AÇÃO

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Há exatos quarenta anos, o Brasil festejava o seu tri campeonato mundial de futebol, disputado no México. Foi uma conquista muito comemorada tanto por brasileiros quanto por mexicanos também, mas essa caminhada não foi tão fácil como muitos imaginavam.

A seleção brasileira vinha de um verdadeiro vexame da Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Para tentar conquistar o tri na terra dos Beatles, Vicente Feola convocou mais de 40 jogadores, sendo que um deles foi convocado erroneamente (Ditão do Flamengo foi convocado por engano como se fosse o Ditão do Corinthians). O resultado foi um fiasco, deixando o Brasil de fora na primeira fase.

Entre 1966 e 1969 a seleção brasileira passou por uma entressafra de jogadores, a geração bi-campeã do mundo em 58 e 62 já estava envelhecida. Os poucos jogadores que se salvaram do fracasso de 1966 foram aproveitados para atuar na seleção.


O jornalista João Saldanha assumiu o comando técnico da seleção brasileira. Ex-treinador do Botafogo, de temperamento explosivo e simpatizante do extinto Partido Comunista ele era visto com desconfiança pelos generais. Com Saldanha o Brasil fez um grande campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas. As chamadas "Feras de Saldanha" derrubaram as seleções da Colômbia, Venezuela e Paraguai. Quase sempre por goleadas. O jogo que garantiu a vaga do Brasil na Copa do Mundo foi uma vitória por 1X0 sobre o Paraguai no Maracanã com um gol de Pelé.


Logo após a clasisficação, os conflitos entre o treinador e os jogadores cresceram. Saldanha dizia aos quatro ventos que Pelé estava ficando cego, que Gérson era covarde e que Tostão não tinha condições de jogar profissionalmente, pois havia recebido uma bolada no olho, que causou descolamento de retina, jogando pelo Cruzeiro. Além disso chegou a desafiar o presidente do Brasil o general Emílio Garratzazu Médici em não convocar Dario, jogador do Atlético Mineiro, o preferido do presidente. Nessa ocasião ele disse a seguinte frase:"Eu não me meto no seu Ministério, então o senhor não se meta no meu time.".


Após essa polêmica, João Saldanha foi demitido. Para o seu lugar, Zagallo, foi convidado pra substituí-lo. Antes de treinar a seleção, o Velho Lobo havia treinado o Botafogo e conquistado o Campeonato Carioca de 1968 e a Taça Brasil do mesmo ano. Coincidência ou não, na convocação oficial para a Copa, o nome de Dario apareceu na relação. E a seleção embarcou às pressas para o México para poderem se aclimatar à altitude.


No grupo de Zagallo, dizia a lenda que ele tinha cinco camisas 10 do meio campo pra frente. Mas isso não era verdade: Pelé era 10 no Santos, Rivellino era 10 no Corinthians, Gérson era 10 no São Paulo e Jairzinho era 10 no Botafogo. Tostão, que seria o 10 do Cruzeiro, na verdade usava a camisa oito.


O Brasil pegou um grupo considerado por muitos o mais difícil da Copa. Ficou no Grupo 3 junto com a Tchecoeslováquia, vice-campeã de 62, e ainda uma seleção fortíssma. Inglaterra, campeã mundial de 1966, que manteve praticamente o mesmo grupo. E a Romênia, que era o adversário mais fraco do grupo.

A estreia brasileira foi no 3 de junho no Estádio Jalisco, em Guadalajara. O adversário era a Tchecoeslováquia. Logo aos 12 minutos Petras, o camisa oito da seleção tchecoeslovaca marcou o gol e ao comemorar fez o sinal da cruz, meio errado. O empate brasileiro veio de uma patada de Rivellino numa cobrança de falta. A virada foi com um belo gol de Pelé. Os terceiro e quarto gols foram marcados por Jairzinho. Um lance antológico desta partida foi um chute de Pelé do meio do campo o goleiro tcheco Victor correu desesperado atrás da bola, que por sorte dele foi para fora. Brasil 4X1 Tchecoeslováquia.

A partida seguinte foi contra a Inglaterra, atual campeã. Dia 7 de junho, no mesmo estádio Jalisco. Foi uma partida extremamente dura. O grande momento do jogo foi a defesa impressionante de Gordon Banks de um cabeçada de Pelé. O gol foi resultado de uma bela jogada entre Tostão e Jairzinho, que marcou para os brasileiros, que se garantiram na segunda fase da Copa após essa vitória.

Encerrando a primeira fase, foi a vez de enfrentarem a Romênia. Já classificados para as quartas de final, Zagallo tirou alguns titulares do time para poupar. O jogo foi no dia 10 de junho e o estádio Jalisco novamente foi o palco. Sem os seus principais jogadores, o Brasil teve alguma dificuldade com os romenos. Aos 20, Pelé fez o primeiro gol brasileiro. Dois minutos depois, foi a vez de Jairzinho ampliar a vantagem. Aos 33 o romeno Dumitrache diminuiu. No segundo tempo, Pelé marcou o terceiro gol. Fechando o placar, Dembrowsky fez o segundo gol da Romênia aos 37 da segunda etapa.

Nas quartas de final o Brasil enfrentou a seleção do Peru, que era treinada por Didi, que havia sido bi-campeão do mundo como jogador pelo Brasil em 58 e 62. A data foi dia 14 de junho, estádio Jalisco. O Brasil venceu os peruanos por 4X2, que não eram uma seleção tão fraca. Eles contava com o ídolo Cubillas e Gallardo, que atuou pelo Palmeiras nos anos 60. O Brasil marcou primeiro aos 11 minutos com Rivellino. Tostão fez o segundo quatro minutos depois, dobrando a vantagem brasileira. Gallardo diminuiu para os peruanos aos 28. No segundo tempo, Tostão marcou o terceiro para o Brasil, aos 13. Cubillas fez o segundo aos 25. Aos 30 do segundo tempo, Jairzinho fechou a contagem para o Brasil e nos classiifcou para as semifinais.

Dia 17 de junho de 1970: Brasil e Uruguai, vinte anos depois voltam a se enfrentar em um partida de Copa do Mundo. No lado brasileiro a tensão do fantasma de 1950, a imprensa brasileira fazendo alarde da final perdida no Maracanã, só que a maioria dos jogadores do Brasil eram muito pequenos em 1950. Aos 19 de partida, Cubilla abriu o placar para a Celeste, após falha da defesa brasileira. Ele fez o gol meio de canela, deixando o fantasma de 50 assombrar o Brasil durante alguns minutos. Apenas no final do primeiro tempo os brasileiros se acalmaram com um gol de Clodoaldo.Jarizinho marcou o gol da virada brasileira no segundo tempo. E fechando a partida, Rivellino fez o terceiro.

Os pontos mais marcantes do jogo foram os lances fantásticos de Pelé sobre o goleiro uruguaio Mazuckievski. Em um deles, Pelé deu uma "meia lua" no goleiro celeste, e a bola saiu para fora. O outro lance foi uma cobrança de tiro de meta de Mazuckievski e Pelé de primeira chutou pro gol, prontamente defendida pelo goleiro.


Dia 21 de junho de 1970, estádio Azteca, Cidade do México. É chegado o dia da grande final entre Brasil X Itália. Os dois bi-campeões mundiais que se enfrentaram também pela posse definitiva da Taça Jules Rimet. A seleção italiana havia sido campeã europeia dois anos antes, em 1968. A base do time era a do Cagliari, time campeão italiano na temporada 1969/70. Mas a Azzurra estava cansada após um jogo difícil contra a Alemanha nas semifinais que terminou em 4X3 para os italianos com direito a prorrogação.


Logo aos 18 minutos, Pelé recebeu a bola de Rivellino na área numa cabeçada perfeita, abriu o placar para o Brasil.O empate italiano surgiu depois de uma falha de Clodoaldo, Bonisegna roubou a bola do meia brasileiro, passou pelo goleiro Félix e fez 1X1. Aos 20 minutos do segundo tempo, Jarizinho marcou o segundo gol para o Brasil. Aos 25, foi a vez de Gerson fazer o terceiro. Aos 41 do segundo tempo numa jogada de pé em pé, após passe magistral de Pelé, Carlos Alberto fuzilou para fazer o quarto gol e garantir o tri. Carlos Alberto Torres recebeu a taça a beijou e levantou para o delírio dos brasileiros e mexicanos, que invadiram o campo após o apito final.

Os 22 tricampeões do mundo:Félix (Fluminense), Ado (Corinthians), Leão (Palmeiras), Brito (Flamengo), Roberto Miranda (Botafogo), Piazza (Cruzeiro), Carlos Alberto (Santos), Clodoaldo (Santos), Baldocchi (Palmeiras), Fontana (Cruzeiro), Marco Antônio (Fluminense), Everaldo (Grêmio), Jairzinho (Botafogo), Gérson (São Paulo), Tostão (Cruzeiro), Pelé (Santos), Rivellino (Corinthians), Joel (Santos), Paulo Cezar Caju (Botafogo), Edu (Santos), Dario (Atlético Mineiro) e Zé Maria (Portuguesa)

Brasil Tri-Campeão Mundial 1970
Em pé:Carlos Alberto, Félix, Brito, Piazza, Clodoaldo e Everaldo
Agachados: Jairzinho, Gerson, Tostão, Pelé e Rivelino
Técnico:Zagallo

SESSÃO MEMÓRIA:HÁ 30 ANOS O FLAMENGO CONQUISTAVA O BRASIL

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Há exatamente 30 anos, a maior torcida do Brasil comemorava pela primeira vez um título brasileiro e começaria a escalada para ser a maior equipe brasileira da primeira metade dos anos 80.

Até o ano de 1980, o Flamengo, que já possuía o maior número de torcedores no país, obtia pouco sucesso em competições nacionais. Enquanto os seus rivais já tinham pelo menos um título de âmbito nacional: Botafogo campeão da Taça Brasil de 1968, Fluminense campeão do Troféu Roberto Gomes Pedrosa de 1970 e Vasco da Gama, campeão brasileiro de 1974, o clube da Gávea até então tinha como melhor resultado um quinto lugar em 1972, além de um título do Torneio Rio-São Paulo de 1963.


As coisas começaram a mudar para o time rubro-negro no final dos anos 70, quando com uma nova geração de jogadores, comandada por Zico, além de Andrade, Adílio e Tita conquistou o tri-campeonato carioca em 1978 e 1979.

O Flamengo fez iniciou a disputa do Campeonato Brasileiro de 1980 jogando em um grupo bastante forte que tinha como forças o Santos, dos "Meninos da Vila", liderados por Juari e o Internacional, campeão brasileiro de 1979 e que seria finalista da Libertadores de 1980. A campanha na primeira fase foi quase perfeita. O rubro-negro terminou em segundo lugar, com 13 pontos, atrás dos santistas, com apenas uma derrota, para o Botafogo da Paraíba por 2X1.

Na segunda fase, pegaram um grupo que tinha Palmeiras, Santa Cruz e Bangu. O Flamengo fez uma grande campanha: seis jogos disputados, quatro vitórias e dois empates. Terminando em primeiro lugar e classificado junto com o Palmeiras, que terminou em segundo. A terceira fase foi com uma chave formada por Santos, Desportiva Ferroviária e Ponte Preta. Em três jogos, a equipe do treinador Claudio Coutinho venceu dois e empatou um, seguindo para as semifinais.
O Flamengo jogou as semifinais com o Cortiba, que havia sido semifinalista em 79. Em Curitiba, Zico marcou os dois gols da vitória rubro-negra. No jogo de volta, no Maracanã, o Fla venceu por 4X3, numa partida bastante disputada, com dois gols de Nunes, que garantiram a ida do Flamengo para a sua primeira final do Campeonato Brasileiro.

A final seria disputada contra a fortíssima equipe do Atlético Mineiro. No Mineirão, o Galo saiu vencedor com um gol de Reinaldo. Na volta, no Maracanã com mais de 90 mil torcedores, o Flamengo levantou o título com um gol salvador de Nunes no fim do jogo, dando o primeiro título brasileiro ao time de maior torcida do Brasil. Flamengo 3X2 Atlético Mineiro.

HINO DO FLAMENGO

Uma vez flamengo,
Sempre flamengo.
Flamengo sempre, eu hei de ser.
É meu maior prazer vê-lo brilhar,
Seja na terra, seja no mar.Vencer, vencer, vencer!
Uma vez flamengo,
Flamengo até, morrer!

Na regata, ele me mata,
Me maltrata, me arrebata.
Que emoção no coração!
Consagrado no gramado;
Sempre amado;
O mais cotado nos fla-flus é o 'ai, jesus!'
Eu teria um desgosto profundo,
Se faltasse o flamengo no mundo.
Ele vibra, ele é fibra,
Muita libra já pesou.

Flamengo até morrer eu sou!

Flamengo Campeão Brasileiro de 1980

Em pé:Andrade, Marinho, Raul Plassman, Rondinelli, Carlos Alberto e Júnior

Agachados:Tita, Adílio, Nunes, Zico e Júlio César

Técnico:Claudio Coutinho


SESSÃO MEMÓRIA: OS 50 ANOS DO TÍTULO DO BAHIA NA TAÇA BRASIL

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Hoje a maior torcida de Salvador festeja o cinquentenário do que pode ser o seu primeiro título brasileiro. O Bahia sagrou-se campeão da Taça Brasil de 1959 derrotando o Santos com Pelé & cia. na final.

A Taça Brasil foi criada naquele ano para definir o representante brasileiro na Taça Libertadores, principal interclubes da América do Sul, que começaria em 1960. Esse torneio foi disuputado até 1968 e contava apenas com os campeões estaduais.

Os clubes que disputaram a primeira edição deste campeonato foram: ABC de Natal, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Auto Esporte-PB, Bahia, Ceará, CSA, Ferroviário-MA, Grêmio, Hercílio Luz-SC, Manutafora, Rio Branco-ES, Santos, Sport Recife, Vasco e Tuna Luso.

A fórmula de disputa era a seguinte:os clubes na primeira fase eram divididos regionalmente: em Sul e Norte, cada região tinha duas chaves. O Bahia entrou na chave do Norte e seus adversários foram: ABC, CSA e Ceará. A campanha do tricolor baiano foi muito boa, goleando o CSA por 5X0 no jogo e ida e vencendo no jogo de volta por 2X0. Depois empatou duas vezes com o Ceará em 2X2 e 0X0, forçando um jogo extra, vencido pelos baianos por 2X1 em Salvador.

Classificado para a decisão da chave do Norte, o Tricolor da Boa Terra foi pegar o Sport Recife, vencedor do ouro grupo regional. O jogo de ida foi vencido pelo Bahia por 3X2, mas no jogo de volta na capital pernambucana, eles foram goleados por 6X0. Outra vez foi marcado um jogo de volta e em Recife de novo. O Bahia venceu fora de casa por 2X0.

A vitória sobre o Sport garantiu o Bahia nas semifinais e acabariam enfrentando o Vasco, campeão carioca de 1958 e já garantido nas semifinais conforme o regulamento, jutamente com o Santos, o campeão Paulista de 58. O jogo de ida foi vencido pelos baianos por 1X0 no Maracanã. Na volta, em Salvador, os vascaínos deram o troco, mostrando que tinham um grande time e que três deles haviam servido à Seleção Brasileira campeã de 58:Belinni, Vavá e Orlando Peçanha. O Vasco derrotou o Bahia por 2X1. Novamente foi marcado um jogo extra. A partida foi jogada na Fonte Nova e deu Bahia 1X0, surpreendendo a todos.

A final seria disputada contra o Santos com Pelé, Pepe, Mengálvio, Gilmar & cia. ou seja, só craque. Todos acreditavam numa vitória santista pela qualidade do time. O primeiro jogo foi marcado no Pacaembu e o Bahia derrotou por 3X2. A volta foi na Bahia e o Santos venceu por 2X0. O jogo extra acabou marcado para o dia 6 de março de 1960, no Maracanã. Para a euforia da torcida do tricolor, o Bahia surpreendeu e ganhou por 3X1 e conquistou a primeira edição da Taça Brasil, que na época era o campeonato brasileiro.

As manchetes da época noticiaram o Bahia como campeão brasileiro de 1959 e também como o representante do país da Taça Libertadores de 1960. O Bahia foi o primeiro clube do Nordeste a conquistar um torneio nacional. Mas alguns especialistas afirmam que a Taça Brasil na realidade é uma espécie de "pai" da atual Copa do Brasil, pois era um torneio jogado com partidas eliminatórias e apenas os campeões estaduais participavam. Mesmo com a CBF não considerando a Taça Brasil como Campeonato Brasileiro, a torcida baiana festeja esse título como o primeiro dos dois campeonatos brasileiros conquistados.


HINO DO BAHIA

Somos da turma tricolor

Somos do time campeão
Somos do povo o clamor
Ninguém nos vence em vibração
Vamos, avante esquadrão

Vamos, serás o vencedor!


Vamos conquistar mais um tento

Bahia! Bahia! Bahia!

Ouça esta voz é teu alento
Bahia! Bahia! Bahia!


Mais um, mais um, Bahia!
Mais um, mais um título de glórias
Mais um, mais um, Bahia!

É assim que se resume a tua história!

O Bahia Campeão da Taça Brasil de 1959

Em pé:Nadinho, Leone, Henrique, Flávio, Vicente e Beto

Agachados:Marito, Alencar, Leo, Bombeiro e Biriba

Técnico: Lula

SESSÃO MEMÓRIA:30 ANOS DO TRI BRASILEIRO INVICTO DO INTERNACIONAL

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Dia 23 de Dezembro de 1979, antevéspera de Natal. O Internacional de Porto Alegre conquistava o Brasil pela terceira vez e o mais impressionante:invicto. A equipe do Sul do Brasil acabaria se tornando uma dfas melhores do país na segunda metade dos anos 70 com craques muito habilidosos.

O Campeonato Brasileiro daquele ano foi uma verdadeira loucura. A CBD (antigo nome da CBF) decidiu criar um torneio com 94 clubes (!!) algo inpensável para os padrões de hoje. O objetivo era integrar o máximo de equipes do Brasil todo em um campeonato só. Ideia do governo militar era mostrar que o país estava bem integrado. Como dizia o ditado da época:"Quando a ARENA vai mal, mais um no Nacional. Quando a ARENA vai bem, mais um também".

Apesar de ter sido um campeonato muito grande por conta do número de equipes participantes, o Brasileiro de 1979 foi relativamente curto, durando três meses, mais ou menos, com os clubes menores começando a disputa nas primeiras e segundas fases, todas elas divididas em grupos de dez, onde os cinco primeiros passavam de fase.

O Internacional, como outros grandes clubes, entrou na terceira fase do torneio. O grupo do Inter tinha o América-RJ, Operário-MS (terceiro lugar em 1978), o arqui-rival Grêmio, Santa Cruz, Atlético Paranaense, Figueirense, Coritiba, Rio Branco e Sport Recife. O Colorado terminou classificado em primeiro lugar na sua chave, com 9 jogos disputados, 6 vitórias e três empates. Os oito primeiros colocados do grupo passaram para a fase seguinte.

Na quarta fase, o Inter caiu num grupo que tinha Atlético Paranaense, Desportiva Ferroviária, Inter de Limeira, Caldense, São Paulo-RS, Anapolina e Goytacaz. Oito times em cada grupo e o Internacional classificou-se em primeiro lugar novamente. Sete jogos disputados, quatro vitórias e três empates.

No início de dezembro chegou a quinta fase, desta vez o Inter caiu num grupo com mais três adversários:Goiás, Cruzeiro e Atlético Mineiro. Lógico que era um grupo muito mais forte que os anteriores, mas mesmo assim os gaúchos não se intimidaram e se classificaram em primeiro lugar da chave, tendo o direito de disputar as semi-finais. Três jogos disputados, três vitórias. O favoritismo era todo para os gaúchos.

Nas semi-finais, os colorados pegaram o forte time do Palmeiras, que estava há três anos sem conquistar um título, mas ainda tinha bons jogadores em seu elenco. O primeiro jogo, disputado em São Paulo deu vitória apertada dos gaúchos por 3X2. No jogo de volta no estádio Beira-Rio, o Inter apenas empatou em 1X1 para se garantir na final.

A final foi disputada contra o Vasco. O time carioca havia despachado o Coritiba nas semi-finais e o Internacional era o grande favorito ao título. No primeiro jogo da final, no Maracanã, o time colorado confirmou seu favoritismo e derrotou os vascaínos por 2X0, com dois gols de Chico Spina. No jogo de volta, dia 23/12, no Beira-Rio, o Inter apenas precisou administrar sua vantagem, mas mesmo assim marcou dois gols nos cariocas. Jair e Falcão. O Vasco diminuiu o placar com gol de Wilsinho, mas não dava mais tempo pra nada. O Inter conquistava o Brasil pela terceira vez e de maneira invicta.

HINO DO INTERNACIONAL
Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar

Correm os anos surge o amanhã
Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil

É teu passado alvi-rubro
Motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo à torcida alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul

Internacional Tri-Campeão Brasileiro de 1979
Em pé:João Carlos, Benítez, Mauro Pastor, Falcão, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro
Agachados:Valdomiro, Jair, Bira, Batista e Mário Sérgio
Técnico:Ênio Andrade

SESSÃO MEMÓRIA: HÁ 15 ANOS O PALMEIRAS LEVANTAVA O TETRA BRASILEIRO

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Dia 18 de dezembro de 1994, era a vez do Palmeiras gritar que era tetra-campeão, grito que havia sido dado pela seleção brasileira cinco meses antes nos Estados Unidos e que a base do grupo de jogadores era este grande time palmeirense comandado por Vanderlei Luxemburgo.

O Palmeiras tinha como parceira a empresa de laticínios Parmalat desde 1993, com a ajuda dela que o time alviverde havia montado um time bastante forte e que conquistouo tri-campeonato nacional em 1993. E a base foi mantida pra 1994.

O Verdão começou o campeonato no Grupo D. Foram seis clubes dividos em quatro grupos na primeira fase. No total 24 clubes disputaram a Série A de 94. Os adversários do Palmeiras foram:Fluminense, Paraná, Internacional, União São João e Náutico. O time do Parque Antártica já fo mostrando sua superioridade. Das 10 partidas disputadas, venceu nove e empatou apenas uma, se classificando para asegunda fase em primeiro lugar do grupo. Além dele, se classificaram Fluminense, Paraná e Internacional. União São João e Náutico foram eliminados e consequentemente rebaixados para a Série B.

Na segunda fase, os palmeirenses pegaram um grupo mais complicado com mais sete adversários:Sport Recife, São Paulo, Bahia, Santos, Botafogo, Flamengo e Paraná. O Palmeiras terminou a fase em primeiro lugar com sete jogos, quatro vitórias, dois empates e somente uma derrota, se garantindo na fase seguinte. Na outra fase, o Palmeiras manteve a mesma chave, mas enfrentou os advesários de outro grupo, terminou em sétimo lugar com oito jogos, duas vitórias, dois empates de quatro derrotas. O time alviverde passou de fase, graças ao bom desempenho na fase anterior.

Nas semifinais o Palmeiras enfrentou o jovem e habilidoso time do Guarani e no jogo de ida em São Paulo, os palmeirenses derrotaram os campineiros por 3X1. No jogo da volta, em Campinas, outra vitória palmeirense por 2X1 e Verdão garantido na final do Brasileiro.

A final foi contra o arqui rival Corinthians. Rivalidade a flor da pele. E no jogo de ida no Pacaembu, deu Palmeiras 3X1. Com um show de Edmundo e Rivaldo, que marcou os três gols em cima do Timão. O segundo jogo da final foi realizado dia 18, no Pacaembu e o Palmeiras precisava perder por dois gols de diferença pra levar o tetra. A partida foi muito tumultiada com expulsões, como todo grande clássico. O Corinthians abriu o placar com Marques, mas no segundo tempo, Rivaldo acabou com as esperanças corintianas e deu o quarto título brasileiro para o Palmeiras. Placar final: Corinthians 1X1 Palmeiras. Palmeiras Tetra-Campeão Brasileiro de 1994.

HINO DO PALMEIRAS

Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda,
Sabe bem o que vem pela frente.
Que a dureza do prélio não tarda!

E o Palmeiras no ardor da partida,
Transformando a lealdade em padrão.
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que, de fato, é campeão!

Defesa que ninguém passa.
Linha atacante de raça.
Torcida que canta e vibra!!!

Defesa que ninguém passa.
Linha atacante de raça.
Torcida que canta e vibra
Por nosso alviverde inteiro,
Que sabe ser brasileiro,
Ostentando a sua fibra!

Palmeiras Tetra-Campeão Brasileiro 1994
Em pé: Cléber, Velloso, César Sampaio, Claudio, Wagner e Antônio Carlos
Agachados:Edmundo, Flávio Conceição, Evair, Rivaldo e Zinho
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SESSÃO MEMÓRIA:20 ANOS DO BI-CAMPEONATO BRASILEIRO DO VASCO

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Dia 16 de dezembro de 1989. Há 20 anos o Vasco levantava o seu segundo título brasileiro. A geração campeã de 89 já era muito diferente do grupo que fora bi-campeão carioca em 1987 e 1988, pois vários jogadores daquele time foram negociados com outros clubes. Geovanni saiu para a Itália, Romário foi para o PSV, Roberto Dinamite foi para a Portuguesa. Restaram poucos remanescentes desta conquista e alguns jovens jogadores que eram reservas na época.

O campeonato brasileiro de 89 já era mais organizado, contava com 22 clubes na primeira divisão, diferente dos exagerados 40 clubes nas edições anteriores até 1987, na época da Copa União. As disputas ainda eram divididas em grupos, eram dois grupos de 11, onde os oito primeiros colocados se clasificavam para a segunda fase.

O Vasco caiu num grupo com Palmeiras, Portuguesa, Grêmio, Goiás, Fluminense, Cruzeiro, Santos, Sport Recife, Bahia e Coritiba. O time da cruz de malta terminou a primeira fase em segundo lugar, dividindo em número de pontos com o Palmeiras, mas perdeu a liderança por gols sofridos, 7 pelos vascaínos contra cinco dos palmeirenses. A campanha vascaína nesta segunda fase foi de 10 partidas, cinco vitórias, quatro empates e uma derrota.

Na segunda fase, o Vasco caiu no Grupo B, com Cruzeiro, Palmeiras, Portuguesa, Goiás, Grêmio, Santos e Fluminense. Mas em vez dos clubes se enfrentarem dentro de suas próprias chaves, eles jogavam contra os clubes de outro grupo. Os primeiros colocados das duas chaves se clasificavam para a decisão. O Vasco terminou em primeiro lugar no seu grupo com 18 jogos disputados, oito vitórias, oito empates e duas derrotas, somando 24 pontos. O São Paulo se classificou em primeiro no seu grupo com 18 jogos, sete vitórias, nove empates e duas derrotas, tendo 23 pontos no total.

A decisão foi marcada para o dia 16 e como o Vasco teve melhor campanha que o São Paulo, coube ao clube carioca decidir onde gostaria de jogar. Em votação entre jogadores, os vascaínos decidiram jogar no Morumbi. Caso o Vasco vecesse essa partida, seria campeão. Em caso de empate ou vitória do São Paulo, seria jogada uma partida extra no Rio de Janeiro.

Chegou o dia da decisão e a torcida vascaína compareceu em peso no Morumbi, uma verdadeira invasão vascaína em São Paulo. Foi uma partida bastante amarrada no primeiro tempo. Mas no começo do segundo tempo, após falta mal batida pelo São Paulo. O Vasco se aproveitou disso e puxou um contra-ataque. O lateral Luis Carlos Winck recebeu de Boiadeiro pelo meio, foi pela direita e cruzou para a cabeçada de Sorato, que aos cinco minutos do segundo tempo marcava o gol do bi-campeonato do Vasco.

Acabou a partida e foi só a torcida vascaína celebrar o título e ter um novo herói em sua galeria: Sorato, jogador de 20 anos de idade, que tinha acabado de subir para os profissionais.

HINO DO VASCO
Vamos todos cantar de coração
A cruz de malta é o meu pendão
Tu tens o nome do heroico português
Vasco da Gama tua fama assim se fez
Tua imensa torcida bem feliz
Norte-Sul, Norte-Sul deste país
Tua estrela na terra a brilhar
Ilumina o mar

No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és um traço
De união Brasil-Portugal
Vasco Bi-Campeão Brasileiro de 1989
Em pé:Mazinho, Luis Carlos Winck, Zé do Carmo, Quiñonez, Marco Aurélio e Acácio
Agachados:William, Sorato, Boiadeiro, Bebeto e Bismarck
Técnico:Nelsinho Rosa


SESSÃO MEMÓRIA:"NUNCA HOUVE NENHUM HOMEM COMO HELENO"

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Com um atraso de dois dias, pedimos desculpas aos torcedores alvinegros, mas não esuqeci de lembrar dos 50 anos da morte de Heleno de Freitas, o primeiro jogador-problema do futebol brasileiro.

Heleno nasceu em São João do Nepobuceno, em Minas Gerais em 12 de fevereiro de 1920. Mesmo tendo começado a sua formação como jogador de futebol no Fluminense, logo se transferiu para o rival Botafogo, onde se tornou profissional em 1937, aos 17 anos.

Ele era um jogador que tinha faro de artilheiro, marcava gols com grande faciulidade, mas o que ficou marcante nele foi o seu temperamento explosivo. Ele vivia sendo expulso das partidas que jogava, pois estava sempre brigando com seus adversários e até companheiros de equipe. Além disso também era conhecido como o "crack galã", era um cara bem apessoado e vivia sempre bem vestido e isso encantava as mulheres da época. Diferente de muitos jogadores, Heleno não era de origem humilde, ele era estudante de medicina.

No time alvinegro ele jogou entre 1937 e 1948, fez 209 gols, tornando-se um dos grandes ídolos do Botafogo. Heleno foi transferido para o Boca Juniors da Argentina, mas teve vários problemas com seus companheiros de equipe e acabou deixando o clube argentino marcando apenas oito gols e terminado em oitavo lugar no Campeonato Argentino.

Em 1949 ele retornou ao Brasil, desta vez para defender o Vasco da Gama. Apesar de ter tido problemas com o treinador Flávio Costa, Freitas conquistou o Campeonato Carioca pelo clube de São Januário após uma final contra o América, onde o Vasco venceu pelo placar de 5X2 de virada. Em 1950, foi para a Colômbia defender o Atlético Júnior, na época o país não tinha bem uma campeonato nacional. Eles tinham um campeonato que era chamado de "liga pirata", pois não era oficial. Heleno não se adaptou à Colômbia e voltou ao Brasil.

De volta ao Rio, já com a saúde debilitada causada por problemas psicológicos, Heleno atuou pelo América e jogou apenas três jogos, na última delas, brigou com adversários, comapnheiros de time e acabou sendo expulso, dando ponto final à sua carreira de jogador aos 31 anos de idade.


Pela seleção brasileira, ele jogou 15 partidas e marcou 8 gols e foi campeão Sul-Americano de 1949.

Ele tinha um apelido que os adversários davam a ele e que ele não gostava: era chamado de Gilda, personagem de um filme de Rita Hayworth, de 1946.

Heleno passou seus últimos anos de sua vida em um hospital psiquiátrico em Barbacena, interior de Minas Gerais, onde estava se tratando de seus problemas, causados por uma sífilis, que se agravou e prejudicou a sua saúde mental. Ele morreu no dia 8 de novembro de 1959, aos 39 anos.