VIOLÊNCIA EM CAMPO: ATÉ QUANDO?

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Bom, ontem, o presidente da FIFA Joseph Blatter, voltou a tocar num assunto antigo a respeito da violência nos gramados:a punição ao atleta que comete a violência ficar suspenso ao mesmo tempo que o atleta que é vítima da agressão se recupera. Isso foi graças a falta violentíssima do Taylor, do Birmingham sobre o brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva, do Arsenal. Essa lesão vai deixar o brasileiro nove meses de molho, ou seja a Eurocopa pra ele acabou.

Mas, o jogador do Birmingham, segundo o prórpio Da Silva nem foi ao hospital pedir perdão, a fratura sofrida foi demasiamente grave, se algo desse errado na cirurgia, Eduardo poderia ter o seu pé amputado, nove meses de suspensão para um jogador que cometeu uma barbaridade dessas é pouco: deveria ser banido do futebol.

Tudo bem, faltas violentas sempre existiram no futebol, mas nos últimos anos, as coisas estão ficando fora de controle, Kaká, jogador do Milan fez um apelo púiblico para que os adversários usem menos violência nas jogadas, o português Cristiano Ronaldo, do Manchester United, cogita parar de driblar para deixar de ser alvo dos marcadores adversários. A que ponto estamos chegando!!! O campo de futebol está virando uma selva onde jogadores mais habilidosos são presas e os adversários encarregados de marcá-los são como predadores.

Um tipo novo de contusão está se passando nos campos no mundo todo: são as fraturas de ossos da face e da cabeça. O goleiro do Chelsea Petr Cech, num lance para defender uma bola, levou um chute na cabeça, que o deixou em coma, mas ele se recuperou, até hoje ele usa uma proteção para a cabeça para prevenir. Em 2005, o atacante venezuelano do Mallorca Juan Arango, numa partida pelo Campeonato Espanhol, levou uma cotovelada e ficou caído no campo tendo convulsões. Aqui no Brasil, Renato Augusto, jogador promissor do Flamengo levou uma cotovelada que o levou a ser operado para reconstrução dos ossos do rosto. E semana passada Dodô, do Fluminense foi atingido no supercílio, sendo obrigado a ficar parado por 45 dias e ser submetido a uma operação para colocação de placas de titânio.

Eu sou contra a decisão da FIFA em abolir o carrinho, pois o carrinho, se for usado com responsabilidade, pode ser uma jogada eficaz para desarmar o adversário sem a necessidade de violência. Podemos lembrar de alguns carrinhos terríveis, além do já citado caso do Eduardo: Pedrinho era um jovem e promissor jogador do Vasco, uma grande promessa, tinha 21 anos e tinha acabado de conquistar a Taça Libertadores em 98, numa partida contra o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro de 98, o zagueiro cruzeirense Jean Carlos atingiu Pedrinho em cheio com um carrinho, rompendo os ligamentos cruzados dele, resultado:a temporada de 98 acabou para o Pedrinho, ficou fora do Mundial Interclubes, que seria em dezembro daquele ano, ficou mais de um ano parado, passou por outros clubes e nunca mais voltou a jogar como antes. 

Tem o do Juninho Paulista, que em 1998 jogava pelo Atlético de Madrid, foi atingido por um carrinho numa partica contra o Celta de Vigo e o deixou de fora de Copa de 98.

Nesses dois casos, caberia sim, a pena do causador da lesão ficar fora no mesmo tempo que a vítima. Talvez pelo aumento da velocidade do jogo, o futebol esteja ficando mais violento, ou por que agora, futebol é mais esporte de força do que técnica, mas assim já é demais!

É melhor a FIFA tomar alguma medida urgente, senão o futebol será como na época dos antigos maias: o capitão do time perdedor era decaptado e a cabeça dele era usada como bola no jogo seguinte ou então, todo mundo vai jogar de armadura.

2 comentários:

SãoPauliNa-RP disse...

Olá Léo tudo blz??
Eita tansk por me add no seu blog

eu vou colocar o seu link no meu também ehehhe..

Violencia no fut não da não, mas pena que tem pessoas que nã pensa assim!!

Beijossss

Wilson Hebert disse...

Tem gente que fala: "futebol é esporte de contato". Tudo bem, mas não de porradaria. Bons argumentos, seus textos estão evolunido bem. Parabens!