AYRTON SENNA COMPLETARIA 50 ANOS HOJE

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Cinquenta anos hoje...o tempo passa muito rápido, não apenas para ele, mas para todos nós. Ayrton Senna se estivesse vivo seria um cinquentão e com três mundiais ou até mais na bagagem.

Ayrton estreou na Fórmula 1 em 1984, ano do meu nascimento, na nanica Toleman. A prova de que ele seria um grande piloto foi ele ter ficado com o segundo lugar no chuvoso GP de Mônaco de 84. A corrida não pôde ser completada por causa das más condições meteorológicas, mas foi um grande feito um piloto estreante numa equipe pequena terminando a prova em segundo.

Comecei a acompanhar a Fórmula 1 em 1988, ano do seu primeiro título mundial. Assim como muitos garotos da minha geração, crescemos vendo as ultrapassagens, o arrojo e toda coragem deste piloto que acabou se tornando um mito. Era muito curioso que sempre depois de toda corrida nas manhãs de domingo eu e crianças da mesma idade que eu descíamos para o play e simulávamos uma corrida de Fórmula 1 usando nossas bicicletas.

Senna também era um cara esperto. Depois de perder o título de 1989 por causa de uma manobra mal-feita no GP do Japão, no ano seguinte, no mesmo autódromo de Suzuka, ele jogou o carro em cima do seu companheiro de equipe e principal rival, Alain Prost e acabou conquistando seu segundo mundial. Na mesma época eu passei a frequentar o kartódromo da Barra da Tijuca todo sábado, levado pelo meu pai, eu não corria aos domingos, pois queria muito ver mais uma vitória de Ayrton na televisão. Minha tentativa de virar piloto foi frustrada, embora quando eu terminava uma corrida, eu fazia o gesto característico dele quando terminava em primeiro lugar.

Nessa época eu já era viciado em Fórmula 1, colecionava camisas de equipes (eu nunca tive uma da Mc Laren), álbum de figurinhas. Todo dia eu pegava a bicicleta e apostava corridas com os moleques da vizinhança. Nós estávamos infectados pela febre Senna. Uma febre que aumentava a nossa paixão pela velocidade e nos dava cada vez mais coragem de enfrentar os riscos da vida.

A mídia da época tratava os adversários do Senna como os grandes vilões, os caras maus que iam tirar o título dele e deixar o povo brasileiro triste. Quando éramos crianças até acreditávamos nisso, mas atualmente fico muito feliz e orgulhoso de ter acompanhado a Fórmula 1 do fim dos anos 80 e início dos anos 90. Ayrton era fora de série, mas os rivais dele também eram fantásticos:Alain Prost, Nigel Mansell, Nelson Piquet. Era a época dourada da F-1, dava muito prazer ficar sentado no sofá em frente à televisão e acompanhar as aventuras da Mc Laren número 1 nos autódromos do mundo inteiro.

Quando ele se foi, por sorte eu não acompanhei a fatídica corrida de San Marino. Eu estava brincando com meu carrinho de rolemã quando meu pai me avisou que Senna havia batido forte e que podia ser grave. Não dei muita importância, pois ele já passou por vários acidentes até mais violentos e na corrida seguinte ele já estava no grid. Ao voltar pra casa, ouvi pelo rádio que ele havia morrido, não pude acreditar: perdemos o nosso ídolo, nossa referência, a nossa maior influência.

Os domingos ficaram mais sem graça, não havia mais reunião da família em frente à televisão tomando café e torcendo para tocar o tema da vitória que nos emocionava tanto. Não haveria mais aquela garra, como daquela vez em que ele venceu o GP do Brasil de 1991, onde chovia canivetes e ele tinha apenas a sexta marcha funcionando, dava até pra ouvir os gritos dele após vencer a prova. Não haveria mais aquela fantástica primeira volta como foi no GP da Europa em Donnington Park em 1993, onde ele largou em quarto lugar e poucos metros depois da largada, ele chegou à liderança. A Fórmula 1 perdeu muito da sua espontaneidade, ficou mais mecânica, mais chata.

E ele precisou perder a vida para que a FIA pudesse fazer novas normas de segurança e que mandasse redesenhar a maldita curva Tamburrello, onde no local onde ele bateu, tem uma estátua de Ayrton.

Mesmo não estando mais entre nós, te dou os parabéns, Ayrton Senna do Brasil e muito obrigado por fazer a minha infância e a de tantos outros brasileiros da minha idade ou mais novos, mais velhos mais feliz. Parabéns pelos 50 anos.

6 comentários:

Jefferson freire disse...

Valia a pena ver F1. Ainda vejo hoje no youtube uma corrida na chuva em que ele largou em 1º caiu para sexto na 1ª curva e antes de completar a 1ª volta já tinha recuperado a 1ª colocação. F1 hj já não tem muita graça, são cada vez mais raros os ralis.

ABços

Juliana Pires disse...

O Ayrton Senna sempre será um orgulho do nosso país, ele faz muita falta!

Beijos

carol sakurá disse...

OLá!
Grande Senna!
Como um esportista tão querido poderia fazer histórias mesmo no coração de uma criança de forma tão especial.
Linda a sua história!
Abs!

carol sakurá disse...

Vá lá no Poete e indique alguém ao paredão da Rouge!
Beijos!

Wilson Hebert disse...

Grande ídolo (meu primeiro)!

Deve ser lembrado sempre, por tudo que fez pelo nosso país!

Abraço, Leo!

日月神教-向左使 disse...

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